BICO DE LACRE,

Do Outro Lado Da Bata

Do Outro Lado Da Bata

Teresa Gomes Mota

Uma reunião de pequenos textos que se apresentam como relatos de uma intensa vivência pessoal e, acima de tudo, de uma intensa vivência clínica por parte da autora. A relação médico-doente vista por outro lado, pelo lado do médico mas também do humano que a qualquer instante pode despir a bata e passar ele próprio a ser o doente. Histórias de médicos, histórias de doentes, histórias de amizade, histórias profundamente tocantes que realçam a humanidade como elemento fundamental da produção e manutenção da saúde, seja ela a do doente ou a do médico.

Preço normal: 9,00€
Preço com desconto: 7,20€

ISBN: 972-796-145-2
Páginas: 96
Data de Publicação: 12/2004
Colecção: Bico de Lacre

COMENTÁRIOS,

"..o diagnóstico do mundo da saúde e dos hospitais em Portugal"
de José do Carmo Francisco a 2008-02-10

Um dia uma médica descobre-se do outro lado da bata ? doente. Tem 43 anos e está cansada ?de trabalhar horas a fio e o trabalho sempre a aumentar. De fazer urgências fora de horas, nos fins de semana, feriados, aniversários, Natal e Páscoa. De não saber para que trabalho tanto. De não ter tempo para almoçar. De andar sempre a correr e sempre atrasada. De já não me apetecer sequer ir ao cabeleireiro, comprar roupa ou de passear entre as prateleiras das livrarias. De não ir ao cinema e adormecer quando passa um filme na televisão. De adiar a dieta e a ida ao ginásio. De me ser indiferente qual a roupa que os meus filhos vestem de manhã. De cozinhar. De me apetecer deitar logo depois do jantar. De chegar ao fim do dia sem saber se fez sol ou chuva. De não conseguir dizer que não. De não estar com os amigos. De tanto papel para preencher?. Teresa Gomes Mota faz nesta edição da Bico de Lacre não apenas a história de seu caso mas o diagnóstico do mundo da saúde e dos hospitais em Portugal. in Sporting 2005-01-20

Um livro escrito na primeira pessoa
de Tempo Medicina a 2008-02-10

Do Outro Lado da Bata é o título do primeiro livro da Dr.ª Teresa Gomes Mota. Nesta obra, a cardiologista narra, de forma leve e cativante, experiências pessoais, vividas enquanto médica, mas também como doente Editado pela Climepsi, na Colecção Bico de Lacre, e prefaciado pelo Prof. Daniel Serrão, Do Outro Lado da Bata, Dr.ª Teresa Gomes Mota relata uma série de peripécias do quotidiano clínico e familiar da autora, intercaladas com reflexões de vária ordem sobre contingências da profissão médica ou, simplesmente, com relatos emocionados da ?médica-mãe? de três filhos pequenos, ou da doente, que passou a olhar a vida de outra forma e nunca mais quis voltar ao hospital. A autora dividiu a obra em duas partes ? uma primeira composta por 19 pequenos capítulos, em que apresenta pensamentos avulsos e conta histórias vividas durante o exercício da sua profissão; e uma segunda parte, em que fala da sua experiência enquanto doente e do momento que mudou a sua vida- aquele em que descobriu que tinha um cancro da mama. Ao longo de quase cem páginas, a Dr.ª Teresa Gomes Mota fala do lado bom da profissão, não esconde as falhas do sistema e reflecte sobre o que poderia ser melhor, de uma forma muito realista.(...) Mas, para além da descrição do quotidiano hospitalar e das inúmeras dificuldades logísticas, porventura comuns a muitos hospitais do país, a autora reflecte também sobre a postura dos médicos perante estas adversidades (...) Má funcionária A Dr.ª Teresa Gomes Mota disserta também sobre a formação médica, que considera ser ?longa e dura?, e as competências essenciais a um bom médico, que, na sua opinião, devem ultrapassar as áreas estritamente técnicas e abranger a capacidade de comunicação, verbal e não verbal. De facto, o lado humano é, para esta médica, um aspecto essencial da atitude profissional. Talvez por isso, a Dr.ª Teresa Gomes Mota não se considere uma ?boa funcionária?, mas antes uma médica idealista que se habituou a ter sempre a bata vestida, ?quer queira, quer não?. E, se calhar, também por esta razão que descreve com algum dramatismo casos difíceis de doentes seus, como o de Maria, uma mulher corajosa que apesar de pôr em risco a própria vida, decidiu levar até ao fim a gravidez inesperada. No entanto, além das aventuras e desventuras do dia-a-dia clínico, a médica descreve também, de forma sentida, o desespero da mãe que tem de deixar a filha doente em casa porque ?está de banco? ou não consegue chegar a tempo de assistir a actuação do filho no coro da escola, apesar de todos os seus pedidos e insistências. E, neste caso como em vários outros ao longo do livro, a clínica deixa uma sugestão: ?Desejaria que, pelo menos no Natal, o hospital pudesse abrir as portas às nossas crianças, para ajudá-las a compreender o que ocupa tanto o tempo e o espírito dos pais, Seria bom que elas vissem como o trabalho do pai ou da mãe é importante para os doentes; que muitas das vezes que ficam privadas da sua companhia estão de certa forma a contribuir para o bem-estar de outras pessoas?, pode ler-se, no capítulo intitulado ?Crianças?. Do outro lado Já na última parte deste livro, a autora fala da sua experiência enquanto doente. A descoberta da doença deu-se no meio de uma discussão acesa com um superior, quando foi obrigada pela administração do hospital, a recusar alguns pacientes com uma patologia rara e que exigia uma terapêutica muito dispendiosa: ?Dei por mim, pela primeira vez na minha vida, a discutir ordens aos gritos no corredor(...). Confesso que comecei a sentir falta de forças e uma estranha pressão no tórax. Foi numa dessas vezes que a pressão aumentou que, levando a mão ao peito, senti um pequeno nódulo. Quinze dias depois já tinha um diagnóstico: carcinoma da mama. Foi então que a minha vida mudou?, conta. Depois, segue-se o relato da penosidade dos tratamentos, das idas ao hospital e da sua ?transformação? em doente. ?O ano que passou atravessa rapidamente o meu espírito. Duas cirurgias de ablação, cinco meses de quimioterapia, cirurgia de reconstrução. Queda de cabelo, enjoos, menopausa, uma grande falta de memória?, relata a autora. Mas, apesar do tom amargo destas descrições, o livro termina com a carta enviada, após a doença, à direcção do hospital para fundamentar o pedido de licença sem vencimento de longa duração e com uma mensagem de esperança e optimismo: ?Quero aproveitar a oportunidade que tive para começar de novo. Mudei de alimentação, vou ao ginásio todas as semanas (...) os meus filhos habituaram-se depressa a ter-me em casa ao fim do dia, nos fins-de-semana e nas férias. (...) Sinto-me feliz, pelo menos muitas vezes?, conclui a médica, autora deste livro escrito na primeira pessoa. in Tempo Medicina 2005-01-17

"histórias profundamente tocantes"
de Semana Médica a 2008-02-10

É este o nome do livro da autoria de Teresa Gomes Mota. Trata-se de um manual que se destaca fundamentalmente a médicos, enfermeiros, técnicos de saúde e público em geral. Ao longo de 100 páginas, os leitores podem ler vários textos que se apresentam como relatos de uma intensa vivência pessoal e , acima de tudo, de uma vivência clínica por parte da autora. A relação médico-doente vista por outro lado, pelo lado do médico mas também do humano que a qualquer instante pode despir a bata e passar ele próprio a ser o doente. Histórias de médicos, de doentes, histórias de amizade, histórias profundamente tocantes que realçam a humanidade como elemento fundamental da produção e manutenção da saúde, seja ela a do doente ou a do médico. O prefácio da obra é da responsabilidade do médico especialista em Anatomia Patológica, Daniel Serrão. Os especialista nas suas linhas referiu: ?Não consigo destacar nenhum dos textos, porque em todos eles se revela uma sensibilidade de veludo, muito bela, que nos apetece acariciar com mãos cuidadosas. Do outro lado da bata está uma pessoa tão lúcida e tão sensível, como só uma mulher o pode ser. Mas sendo, ainda mais, médica e mãe, essa mulher pode atingir, com uma seta de amor bem dirigida, o coração dos outros. Dos que a lerem, neste livro, seguramente?. in Semana Médica 2005-01-13

Do Outro Lado Da Bata
de Notícias Médicas a 2008-02-10

A Editora Bico de Lacre lançou, na sua colecção Dias Contados, o livro ?Do Outro Lado da Bata?, da autoria da Dr.ª Teresa Gomes Mota, especialista em Cardiologia. Um conjunto de ?anotações de viagem? onde regista o seu percurso profissional e pessoal, passando de médica assumidamente ?idealista? à condição de doente, o que a faz ?virar para dentro?. No prefácio que assina, o Prof. Daniel Serrão desteca, neste livro, uma ?sensibilidade de veludo, muito bela?, sentindo-se, como diz, ?pulsar a alma de uma médica, que sabe que a relação do médico com a pessoa doente é uma relação entre iguais, no plano afectivo e de comunicação?. ?ofertas? ou ?Histórias da Maria? são alguns dos relatos onde descreve ? doentes especiais?, reflectindo também sobre a comunicação ideal entre o médico e o seu doente, sobre os novos desafios da formação médica, desvendando os sucessos e as frustrações de um prática clínica interrompida pelo burnout e pela doença. Um livro que lhe serve de ?instrumento de reflexão?, questionando a ?instituição?, ?os títulos? e a ?carreira?. Textos dedicados ?a todos os profissionais de saúde que, apesar das dificuldades, continuam a luta pelos seus ideais?. A Dr.ª Teresa Gomes Mota nasceu em Lisboa, em 1959, é casada e mãe de três filhos. Licenciou-se em Medicina em 1983, é especialista em Cardiologia e foi Assistente Hospitalar Graduada de Cardiologia e Assistente Universitária de Medicina até 2004. in Notícias Médicas