Caminhos da Esquizofrenia, Os

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Editora: Climepsi Editores
Ano: 2002
Nº Páginas: 376
Peso: 0.560 Kg
Dimensões: 155x230x20 mm
ISBN: 9789727960491
Categoria(s) Psiquiatria
Disponibilidade: Em Stock
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Esta obra não é mais uma tese de Doutoramento. É o fruto de um criativo labor investigatório que merece e deve ser fruído pela comunidade solidária com o sofrimento psicótico. Nessa comunidade se incluem os investigadores, os profissionais de saúde mental, os estudantes das ciências médico-psicológicas e todos aqueles que tendo ouvidos para ouvir se disponham à escuta activa daquilo que o diferente tem a dizer ao mesmo, à repetição, à normatividade. Assim saibamos nós todos, através das lições do trágico, descobrir a estreita via da libertação.
Prof. Doutor Cândido Agra

De toda a leitura deste excepcional texto de Carlos Mota Cardoso fica-nos a certeza de que se trata de um trabalho cientificamente muito valioso, que ficará como referência muito actualizada sobre a encruzilhada psicopatológica que é a esquizofrenia. Por isso, aconselhamos a sua leitura não só aos médicos psiquiatras como também aos psicólogos e aos clínicos gerais.
Prof. Doutor António Fernandes da Fonseca

O Prof. Carlos Mota Cardoso um dia entendeu sistematizar um extenso conjunto de histórias clínicas da sua vasta clínica psiquiátrica começando, deste modo, a esboçar-se o embrião do que viria a ser esta obra.
O ponto de partida é relativamente simples: retomando a evolução das ideias em psicopatologia da esquizofrenia, o autor vai à procura do que poderá constituir a alteração primária das principais categorias antropológicas que definem e configuram a trama da existência humana, no conjunto dos doentes que constituem o seu universo de análise.
Não se reduzindo ao «inventário» do conjunto dos sintomas que exprimem um modo específico de estar-no-mundo, o autor procura o transtorno primário na esquizofrenia que a moderna investigação em psicopatologia, dominada por uma pulsão nosográfica, praticamente abandonou.
Prof. Doutor J. Marques-Teixeira

O autor pretende assim abarcar o campo psiquiátrico como um campo médico à medida do Homem, nunca esquecendo que as ideias preconcebidas, pelas quais olhamos os factos, esses «monstros sagrados» da ciência, lentamente neles se incorporam sendo, então, aí «descobertas» sob máscaras de certeza, evidência e dignidade que a experiência científica lhes confere.
O ser humano é uma subjectividade (...) lançada num mundo feito de espaço, de outros, de coisas, de instrumentos...mas também estruturado axiologicamente, no qual está condenado a viver algum tempo, sem nunca saber quanto...frágil, mortal, perturbável, limitado pelas diversas arestas da sua facticidade...sempre relacionado com a nuclear solidão do si-mesmo, com os outros ou com o Absoluto, para o qual o seu íntimo vector ou menor acuidade, o tremendo «risco de existir»... aí se incluindo o existir esquizofrénico.
Doutor Bernardo Teixeira Coelho